terça-feira, 4 de agosto de 2015

Projeto de equipe brasileira é vencedor de prêmio mundial de inovação Criado em 17/06/15 19h45 Por Bruno Bocchini Edição:Armando Cardoso Fonte:Agência Brasil

  Projeto desenvolvido por uma equipe de brasileiros está entre os 18 vencedores do prêmio The World Summit Youth Award (WSYA), competição global entre jovens desenvolvedores e empreendedores digitais com menos de 30 anos que desenvolvem projetos na internet e tecnologia móvel baseados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Organizações das Nações Unidas (ONU). A cerimônia de premiação ocorreu hoje (17) à noite.
    O projeto brasileiro premiado, feito por desenvolvedores do Pernambuco, coordenados pelo cientista da computação Marcos Penha, é de um óculos para pessoas cegas que funciona em auxílio a bengala. O dispositivo, cujo protótipo custou cerca de R$ 45, identifica obstáculos acima da linha da cintura da pessoa, região que normalmente não é alcançada pela bengala.
   Assim que o aparelho detecta um obstáculo próximo à pessoa cega, ele emite um sinal que aumenta quando o objeto se aproxima. O sinal é sentido por meio de vibrações de uma pulseira ou colar, como o toque de um telefone em modovibracall. A intensidade da vibração pode ser regulada de acordo com a sensibilidade de quem utiliza o aparelho.
    “Inicialmente, queríamos desenvolver um óculos que substituísse a bengala guia. Quando fomos a campo, mudamos o projeto. Os cegos não queriam deixar a bengala. É o senso tátil deles. Por isso, tem um peso psicológico muito grande”, destacou Emily Shuler, que participa da equipe de desenvolvimento.
  A partir de testes com 276 cegos, em sua maioria da Associação Pernambucana de Cegos, os pesquisadores identificaram que a bengala não conseguia identificar obstáculos acima da linha da cintura. “Com a bengala, eles reconhecem um pneu, mas acham que é um carro. O carro tem uma certa altura e, se for um caminhão, eles vão em frente e batem. Isso ocorrre também com os orelhões”, explicou Penha, coordenador do projeto.
    Os desenvolvedores perceberam que precisavam de um dispositivo barato,  já que aparelhos similares, como a bengala eletrônica, que também funciona com sensores, tinha custo muito elevado e tinha de ser importada. “Para um cego importar, é um processo complicado. Quando avaliamos, os valores chegavam a três ou quatro mil reais. E um cão guia pode custar 25 mil reais”, lembrou o coordenador.
   Os pesquisadores do projeto brasileiro, denominado Annuitwalk, buscam investidores para conseguir produzir o óculos em escala industrial. “Nosso projeto não é relacionado a uma universidade. Foi algo independente. Cada um com seu conhecimento, com algo a trazer, a contribuir. Foi um projeto bem colaborativo. Já estamos com o sexto protótipo pronto”, esclareceu Marcos Penha.
   Para Lucas Foster, fundador da ProjectHub, rede global de economia criativa, parceira da WSYA, o projeto brasileiro vencedor é uma demonstração do potencial inovador do país, principalmente nas áreas da inclusão social, acessibilidade, diversidade cultural e sustentabilidade.
    “A preocupação de usar inovação com essas características é algo que aparece muito no Brasil, diferentemente de outros países desenvolvidos, que já estão falando de outros aspectos, como inteligência artificial. Aqui existe uma juventude mais engajada e insatisfeita com a realidade, querendo propôr mudanças. Existe um cenário que o governo de Pernambuco, por meio do Porto Digital e de várias iniciativas, estimula a inovação”, acrescentou.
     O prêmio recebido pelos brasileiros reconhece projetos com potencial de impacto nas metas da ONU em seis diferentes categorias: luta contra a pobreza, fome e doença, educação para todos, empoderamento das mulheres, valorização da cultura local, meio ambiente e sustentabilidade e busca da verdade.
    Cada categoria tem três vencedores selecionados por um júri técnico. Todos os trabalhos inscritos foram iniciados e executados por pessoas com até 30 anos, nascidos em países membros da ONU e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A premiação é realizada pela organização não governamental The International Center for New Media (ICNM), com chancela da ONU. O projeto brasileiro pode ser conhecido em www.annuitwalk.com .


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ESCOLAS BILÍNGUES PARA SURDOS - SÃO PAULO


Prefeito aprova criação de escolas bilíngues para surdos


O prefeito de São Paulo aprovou na noite desta quinta-feira (10/11) o decreto que cria as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), que atenderão 1,3 mil alunos na Rede Municipal de Ensino. Os estudantes matriculados nas EMEBS são crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez e outras deficiências associadas e surdocegueira.




O prefeito de São Paulo aprovou na noite desta quinta-feira (10/11) o decreto que cria as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS), que atenderão 1,3 mil alunos na Rede Municipal de Ensino. A assinatura ocorreu durante o VI Festival Esportivo e Cultural de Alunos Surdos, no Sesc Vila Mariana, zona sul da cidade.


“Mais um importante passo na inclusão, agora com a Prefeitura oferecendo aos surdos o acesso ao ensino bilíngue, ao lado de outras ações como melhorias na infraestrutura das escolas e na capacitação de professores”, afirmou o prefeito.

O decreto transforma as seis Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs) da rede municipal em EMEBS, unidades onde a Língua Brasileira de Sinais (Libras) será a primeira língua. Com a mudança, os estudantes surdos terão toda a estrutura necessária para o aprendizado adequado, inclusive com material pedagógico específico. A língua portuguesa será ensinada como segunda língua, na modalidade escrita.

“A Secretaria de Educação vai formar em Libras o vigilante, o agente de apoio até o diretor da escola, desde o ensino infantil até os demais níveis. Nós acreditamos que para incluir é preciso de apoio e estrutura para a escola, formação para o professor e entender quais são as reais necessidades dos nossos alunos” explicou o secretário Municipal da Educação.

Para atuar nas novas escolas bilíngues já foram qualificados 100 professores especialistas. Ainda este ano, mais 150 profissionais iniciarão pós-graduação com ênfase em surdez. As unidades contarão também com Instrutores de Libras, responsáveis por ensinar a língua de sinais para alunos, professores, pais e comunidade, e Intérpretes e Guia Intérpretes de Libras, que mediarão a comunicação.

Como a Educação Bilíngue é baseada também na Pedagogia Visual, a Prefeitura investiu na aquisição de recursos que favorecem a visualidade das atividades, como câmeras de filmagem e aparelhos multimídia e de projeção.

Os estudantes matriculados nas EMEBS são crianças, adolescentes, jovens e adultos com surdez e outras deficiências associadas e surdocegueira. A família tem a opção de escolher entre matricular o aluno em uma Escola Bilíngue, em uma Escola-Pólo ou em uma escola regular. As Escolas-Pólo são unidades regulares bilíngues com características inclusivas, que contarão com estrutura para o aprendizado do surdo, atendendo também alunos ouvintes.

A Secretaria Municipal de Educação começou a planejar em 2007 a reestruturação das EMEEs, tendo como foco a organização curricular na perspectiva bilíngue, com produção de material pedagógico específico – entre eles as Orientações Curriculares e Expectativas de Aprendizagem em Libras e em Língua Portuguesa para Pessoa Surda –, formação dos profissionais e definição de novos critérios de avaliação. A mudança faz parte das ações do Inclui, programa de inclusão nas escolas lançado em setembro de 2010.

Festival de surdos

A assinatura do Decreto ocorreu durante o penúltimo dia do VI Festival Esportivo e Cultural de Alunos Surdos, que reúne estudantes da rede municipal de São Paulo e de escolas e instituições públicas e privadas da capital e de outros municípios da Grande São Paulo. O evento começou no dia 29 de setembro e promove atividades recreativas, oficinas e competições de xadrez, handebol, futsal e atletismo até o dia 11. Este ano, o festival conta com mais de 2 mil participantes.

Academia de Letras

Também na noite desta quinta-feira (10/11), o prefeito participou da cerimônia de posse do acadêmico José Gregori que assumiu a cadeira 15 da Academia Paulista de Letras (APL), antes ocupada pelo escritor e político José Altino Machado. Atual secretário Especial de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo e ex-ministro de Estado da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, Gregori preside também a Comissão de Direitos Humanos da USP.

“É com muita alegria que estou aqui presente para festejar a posse, não apenas de uma pessoa querida e respeitada, mas de uma pessoa muita bem preparada em seus múltiplos aspectos: na sua formação familiar, acadêmica, profissional, no seu caráter e, que a partir de hoje, fortalece e engrandece de uma maneira muito expressiva o papel e a voz da Academia Paulista de Letras”, disse o prefeito.

O prefeito ressaltou que José Gregori chegou à Prefeitura acompanhado da sua experiência junto ao governo Federal de Fernando Henrique Cardoso, como ministro e embaixador, e que chega na Academia mais maduro, mais experiente e mais completo. “Tenho certeza absoluta que ao lado de pessoas tão excepcionais e extraordinárias fará com que a voz da Academia se fortaleça num momento tão importante do país. Parabéns pela sua história de vida e por tudo que tem feito e, com certeza, por tudo que ainda tem a realizar, não apenas aqui na Academia, mas junto à nossa cidade, ao nosso estado e ao nosso país”, afirmou.

 Diário Oficial 11/11/2011

domingo, 13 de novembro de 2011

INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE TECNOLOGIA ASSISTIVA.


         Acredito que imagens possam nos mostrar o que é Tecnologia Assistiva (TA). Em nosso dia a dia, no trabalho em salas de recursos, muito mais temos que buscar em forma de pesquisa e estudo sobre estes recursos, que tanto facilitam a vida de nossos alunos, bem como nosso trabalho. Esta área deveria ser mais explorada nos cursos de preparação para o profissional de AEE (Atendimento Educacional Especializado). É necessário que aprendamos a manusear os recursos,  e a explorarmos os mesmos, para que possamos fazer indicações pontuais que venham efetivamente melhorar a qualidade de vida das pessoas que estão sendo trabalhadas dentro de nossas salas de AEE e incluídas nas escolas. Os recursos nem sempre tem um baixo custo, mas  devemos nos mobilizar para justificar e demonstrar a necessidade dos mesmos  para alguns alunos em sua rotina.
          Segue um vídeo com algumas imagens sobre Tecnologia Assistiva:
          
          


       

domingo, 6 de novembro de 2011

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO PARA PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Secretaria Municipal de Educação oferece pós-graduação em Educação Especial

A Secretaria Municipal de Educação oferece dois cursos de pós graduação, para 300 professores da rede municipal de ensino. As inscrições podem ser feitas até a próxima terça-feira (8/11). As especializações serão nas áreas de Deficiência Intelectual e Surdez, ministradas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.


A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo oferece dois cursos de pós-graduação em Educação Especial para 300 professores das escolas municipais paulistanas. As especializações, que terão duração de um ano, serão nas áreas de Deficiência Intelectual e Surdez, ministradas pela  Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. As inscrições podem ser feitas até o dia 8 de novembro.

Os educadores serão selecionados por meio de análise de currículo e entrevista. Para cada área – Deficiência Intelectual e Surdez – serão oferecidas 150 vagas. Os professores que tiverem a oportunidade de passar pela pós-graduação deverão firmar o compromisso de continuar na rede municipal paulistana por no mínimo quatro anos, atuando nas Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (SAAIs) - espaços dedicados à ajuda dos alunos deficientes no contraturno - ou nos Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (Cefais), responsáveis pelo apoio e formação de educadores que atendem os alunos deficientes na sala de aula. Educadores que optarem pela pós em surdez terão a possibilidade também de escolher por trabalhar futuramente nas Escolas Municipais de Educação Especial (EMEEs). 

As inscrições devem ser feitas nos Cefais de cada Diretoria Regional de Educação (DRE). Os professores que preferirem atuar nas EMEEs deverão inscrever-se na escola em que desejam lecionar. O curso em Deficiência Intelectual tem início no próximo dia 18 e na área de surdez começa no dia 25 de novembro. A distribuição de vagas por DRE, as fichas de inscrição e os detalhes para a participação na pós-graduação estão no Diário Oficial da Cidade de São Paulo do dia 28 de outubro, nas páginas 29, 30 e 31.

Política de formação

Desde 2008, 400 professores da rede municipal já passaram por cursos de pós-graduação oferecidos pela Prefeitura, em diferentes áreas do ensino de alunos com necessidades educacionais especiais como Deficiências Auditiva, Intelectual, Visual e Física. O objetivo da secretaria é formar equipes de professores especialistas para atuar na rede municipal.

Hoje, 22.700 educadores estão envolvidos com alunos com necessidades educacionais especiais. Todos já passaram por diversos cursos e seminários promovidos pela secretaria sobre as diferentes deficiências, abordando a didática, metodologia, adequações curriculares, construção de material didático, avaliação pedagógica, cursos básicos de Libras.

A Educação Especial da rede atende cerca de 16 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiências intelectual, visual, física, auditiva, surdocegueira e múltipla; alunos com alterações de quadros neurológicos, psiquiátricos e psicológicos; e também alunos com altas habilidades e superdotação - que, no contexto escolar, demandam atendimento educacional especializado.
                                                                                                                                     Diário Oficial do Município de São Paulo 02/11/11

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Zanetti no olhar digital da REDE TV

  EMEB  SYLVIA ZANETTI NA TV

    Nossa escola apareceu no programa “Olhar Digital” da Rede TV.

VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100


        Fizeram uma máteria sobre o uso dos netbooks educacionais em     sala de aula. Na sala onde realizou-se a matéria, há uma criança de inclusão, que junto com os seus colegas participa desta nova estratégia de trabalho.
        Link da matéria:          VÍDEO

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Experiência com o site www.possionrouge.com

   Não poderia deixar de relatar esta experiência que está sendo ímpar esta semana! Em nosso curso de Tecnologia da Informação e Técnicas Acessíveis, foi-nos apresentado o site acima e está sendo uma delícia explorar com as crianças este espaço educativo e de entreterimento. Ele abrange várias idades e estimula com sons , cores e interatividade a atenção e a  iniciativa da grande maioria das crianças.
    Para as crianças com maior comprometimento há joguinhos que envolvem cores, contornos de frutas e animais, quebra cabeças simples, jogos que possuem o som , a forma e ações simples como estímulo base.
      Para os mais avançados, podemos encontrar cálculos matemáticos de adição, subtração e multiplicação, bem como atividades de percepção visual bastante elaboradas, que como consequência têm levado às crianças a ficarem muito mais atentas e concentradas.
       Poderia falar muito do que estamos aproveitando , mas prefiro convidá-los a vivenciar esta experiência:                       http://www.poissonrouge.com/


Link para o site Poisson Rouge